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Geral
09/03/2010 - 10:14
PM
Mulheres são 10% na Polícia Militar no Espírito Santo

Redação




Mulheres ganham destaque e contribuem para o crescimento das ações de segurança na Polícia Militar

Romero Mendonça / Secom


Legenda: Elas atuam em locais de alto risco, em situações perigosas e também em projetos sociais da Corporação.

Cerca de 10% do quadro funcional da Polícia Militar é ocupado por mulheres. Com cargos antes ocupados apenas pela ala masculina, elas têm dado um show quando o assunto é manter o bem estar da sociedade, seja a pé, em viaturas ou em outras modalidades de policiamento.
Diferente das escolhas que eram feitas há algumas décadas, quando as mulheres almejavam formar uma família, as soldados Domenica Andrade de Matos e Kézia Eler escolheram ser atuantes em tropas especializadas da PMES. Domenica chegou a se graduar em Química e até trabalhou na área, mas viu na PM uma maneira de realizar um sonho. Hoje, a policial é lotada no Batalhão de Missões Especiais (BME), unidade que exige alto padrão operacional e disciplina, e consegue conciliar sua atividade profissional com as responsabilidades domésticas e a maternidade.
Já a soldado Kézia Eler escolheu trabalhar na PM por consequência da tradição familiar. Atualmente, ela faz parte da equipe da Ronda Ostensiva Tática Motorizada (Rotam), unidade que constantemente emprega ações em locais considerados de alta incidência criminosa. “Tenho pai e irmão que são militares. Por isso, sempre tive vontade de ser policial e, principalmente, de fazer parte de uma equipe como a da Rotam, que está diariamente nas ruas e à frente de tantas missões”, afirmou.
Quando o assunto é preconceito, as duas policiais enfatizam que nas ruas, assim como dentro da Polícia Militar, o sentimento quanto à figura feminina no trabalho de policiamento também é de respeito. “Hoje em dia acredito que as pessoas estão mais conscientes. Durante patrulhamentos, é visível que a maioria das pessoas encara as policiais femininas da mesma maneira como os policiais masculinos. O respeito pela farda, mesmo que cause impacto, é algo perceptível, por isso não há diferença em meio às comunidades onde atuamos”, dizem.
Quanto ao fato de estar empenhada em locais de alto risco e em situações perigosas, a soldado Domenica do BME enfatiza: “Somos cobradas da mesma maneira que os homens. Às vezes essa cobrança é até maior, pois nos colocamos à disposição das unidades como o BME e a Rotam, que exigem disciplina e agilidade”. A soldado Kézia complementa dizendo que as policiais são valorizadas na instituição. “Penso que pelo fato dos homens ainda serem maioria na Corporação, as policiais que se propõem à atividade operacional são valorizadas pelo empenho nas ações que executam”.
E não é somente nas ruas que as policiais são reconhecidas. Em projetos sociais da PMES elas também são destaque. Este é o caso da cabo Ana Maria Tassamani, da 8ª Companhia Independente, que durante seis anos esteve à frente das atividades do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) em cinco municípios da Região Serrana do Estado: Santa Maria de Jetibá, Itarana, Itaguaçu, São Roque do Canaã e Santa Teresa. Há 20 anos na Corporação, a militar já chegou a percorrer a distância de 80 quilômetros diariamente para desenvolver a ação social.
“Estar em contato direto com tantas famílias é uma gratificação. Contribuir com a formação social desses jovens e obter resultados positivos com as atividades do projeto são fatores que proporcionam também o crescimento da nossa instituição. O envolvimento torna-se expressivo diante de decisões que estes jovens tomam ao longo da vida, como o não envolvimento com o uso de drogas e com a criminalidade de uma forma geral”, enfatizou.



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